quinta-feira, 31 de julho de 2008
terça-feira, 17 de junho de 2008
sexta-feira, 13 de junho de 2008
como todos os meus textos onde predomina o talvez, a incerteza, me pergunto onde se encontra no respeito mútuo necessário para conviver com o outro em harmonia?
quando falha no meu mundo, aquele que deverá ser seguro e mais que meu, onde o posso encontrar?junto daqueles que deveriam dever-me respeito por frequentar o meu mundo?
permiti-lhes a entrada no mundo, ajudaram-me a construí-lo. será que o contexto não é profundo, o suficiente, para exigir?
o respeito não tem uma cara só, modifica de indivíduo para indivíduo, de sociedade para sociedade, de bairro para bairro, de casa para casa, de mundo para mundo...
o respeito é condicionado, não há um padrão, uma linha recta, a sociedade não permite o indivíduo não deixa.
onde pára o respeito?nem nos primórdios da sociedade era visível?
a palavra respeito sugere uma certa seriedade, por isso quando é dita soe mal, caia mal, seja motivo de troça
por ter um carácter tão forte é motivo de rejeição, torna-se mais fácil lidar, assim como, com aquilo que não se tem, que não se quer ter acabando por não se poder exigir!!!!!
quando falha no meu mundo, aquele que deverá ser seguro e mais que meu, onde o posso encontrar?junto daqueles que deveriam dever-me respeito por frequentar o meu mundo?
permiti-lhes a entrada no mundo, ajudaram-me a construí-lo. será que o contexto não é profundo, o suficiente, para exigir?
o respeito não tem uma cara só, modifica de indivíduo para indivíduo, de sociedade para sociedade, de bairro para bairro, de casa para casa, de mundo para mundo...
o respeito é condicionado, não há um padrão, uma linha recta, a sociedade não permite o indivíduo não deixa.
onde pára o respeito?nem nos primórdios da sociedade era visível?
a palavra respeito sugere uma certa seriedade, por isso quando é dita soe mal, caia mal, seja motivo de troça
por ter um carácter tão forte é motivo de rejeição, torna-se mais fácil lidar, assim como, com aquilo que não se tem, que não se quer ter acabando por não se poder exigir!!!!!
segunda-feira, 9 de junho de 2008
sonetos
Amar
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente! ...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…
Sonho vago
Um sonho alado que nasceu um instante,
Erguido ao alto em horas de demência...
Gotas de água que tombam em cadência
Na minh'alma tristíssima, distante...
Onde está ele, o Desejado? O Infante?
O que há-de vir e amar-me em doida ardência?
O das horas de mágoa e penitência?
O Príncipe Encantado? O Eleito? O Amante?
E neste sonho eu ja nem sei quem sou...
O brando marulhar dum longo beijo
Que não chegou a dar-se que se passou...
Um fogo-fátuo rútilo, talvez...
E eu ando a procurar-te e já te vejo!
E tu ja me enconstraste e não me vês!...
Florbela Espanca
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente! ...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…
Sonho vago
Um sonho alado que nasceu um instante,
Erguido ao alto em horas de demência...
Gotas de água que tombam em cadência
Na minh'alma tristíssima, distante...
Onde está ele, o Desejado? O Infante?
O que há-de vir e amar-me em doida ardência?
O das horas de mágoa e penitência?
O Príncipe Encantado? O Eleito? O Amante?
E neste sonho eu ja nem sei quem sou...
O brando marulhar dum longo beijo
Que não chegou a dar-se que se passou...
Um fogo-fátuo rútilo, talvez...
E eu ando a procurar-te e já te vejo!
E tu ja me enconstraste e não me vês!...
Florbela Espanca
Sonhos sem ilusões
"Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos. Atingirás assim o ponto supremo da abstenção sonhadora, onde os sentimentos se mesclam, os sentimentos se extravasam, as ideias se interpenetram. Assim como as cores e os sons sabem uns a outros, os ódios sabem a amores, e as coisas concretas a abstractas e as abstractas a concretas. Quebram-se os laços que, ao mesmo tempo ligavam tudo, separavam tudo isolando cada elemento. Tudo se funde e confunde"
Fernando Pessoa
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